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Rede APS realiza oficina sobre Estratégias para Avaliação de Impacto de Políticas de Saúde no Congresso de Epidemiologia da ABRASCO

O Comitê Coordenador da Rede de Pesquisa APS realizou uma oficina no último domingo (8) no X Congresso Brasileiro de Epidemiologia da ABRASCO em Florianópolis. O encontro teve como tema central as “Estratégias Metodológicas para Avaliação de Impacto de Políticas de Saúde”. Após a abertura conduzida pelos professores Ligia Giovanella (ENSP-Fiocruz) e Luiz Facchini (UFPel), houve três apresentações relacionadas à temática do encontro.

A primeira, feita pela Profª Rosana Aquino (UFBA), trouxe à tona reflexões sobre estratégias para avaliação do Programa Mais Médicos. Além de caracterizar as dimensões da política instituída em 2013 e suas relações com o déficit de médicos no país, Aquino aprofundou as particularidades do conceito de impacto na literatura sobre avaliação de programas. Utilizando, dentre outros materiais, um artigo de Howard White, discutiu-se a importância de mapear cadeias causais, compreender contextos, antecipar heterogeneidades e buscar identificar “valores contrafactuais” de maneira rigorosa para medir os impactos de uma política.

Em seguida, o Prof. Thiago Fernandez (UFMG) realizou uma exposição com sugestões de parâmetros para monitoramento na avaliação do acesso e da distribuição de médicos do Programa Mais Médicos (PMM) na ESF. Utilizando metodologias mistas e dados georreferenciados referentes a internações hospitalares em geral e especificamente de condições sensíveis a APS (ICSAP), Fernandez apresentou formas potenciais para medir o impacto do PMM na saúde populacional.

Por último, o Prof. Luiz Facchini (UFPel) discutiu a avaliação do acesso e da qualidade da Atenção Básica. Partindo da idéia de que as necessidades em saúde são socialmente determinadas, Facchini contextualizou e fundamentou teoricamente o debate sobre avaliação do acesso e da qualidade na atenção à saúde. Após apresentar um estudo comparativo entre unidades de saúde com e sem PMM, o professor apontou que as primeiras evidências mostram que o PMM é efetivo na ampliação do acesso e na melhoria da qualidade da APS, especialmente em localidades mais pobres, mais distantes e com populações mais vulneráveis. No entanto, afirma que ainda falta financiamento adequado e aprimorar as formas de avaliação de processos e resultados para esse nível de atenção.

Após as exposições, os integrantes da Rede de Pesquisa em APS realizaram uma apresentação geral sobre as pesquisas que vem desenvolvendo. Foram apresentados os grupos:

  1. GBEM (Grupo Brasileiro de Estudos Sobre Multimorbidade) – UFG
  2. CepAPS (Centro de Estudo e Pesquisa em Atenção Primaria à Saúde) – Grupo Hospitalar Conceição
  3. LAPACIS (Laboratório de Práticas Alternativas, Complementares e Integrativas em Saúde) – FCM-UNICAMP
  4. FIOCRUZ CEARÁ
  5. AQUARES – Avaliação em Saúde – UFPel
  6. Grupo de Pesquisas em Atenção Primária à Saúde – ENSP-FIOCRUZ
  7. GEGES (Grupo de Estudos de Gerência e Ensino em Saúde) – ISC-UFF
  8. Observatório de Recursos Humanos em Saúde – FACE-UFMG
  9. GRAB (Programa integrado de pesquisa e cooperação técnica em formação e avaliação da atenção básica) – ISC-UFBA
  10. LAPOG (Laboratório de Política e Gestão) – FSP-USP

Iniciou-se a formulação de uma agenda de pesquisas em APS no Brasil a partir das perspectivas dos pesquisadores.

Temas

—  Escopo de práticas e qualidade da atenção prestada

—  Impacto da APS na saúde da população

—  Impacto da APS nas desigualdades sociais

—  Fatores associados à efetividade dos atributos da APS

—  Práticas avançadas em enfermagem na APS

—  Práticas e competências de ACS

—  Coordenação de cuidados pela APS

—  Acesso às populações do campo, florestas e águas

—  Pesquisas intervenção com introdução de novas práticas e avaliação concomitante

—  Análise das repercussões das mudanças da PNAB 2017 na qualidade dos cuidados e atributos da APS, incluindo  comparação da efetividade das práticas entre equipes AB (da mudança da PNAB prevista em 2017) e equipes ESF

—  Avaliação de tecnologias leves para cuidado de portadores de doenças crônicas na APS, incluindo práticas alternativas e complementares

—  Abordagens territoriais em APS

—  Financiamento em APS: modalidades e prospecção

—  Modelos assistenciais em APS para multimorbidade

—  Análise de tendências e perspectivas da APS em longo prazo

—  Modalidades de gestão em APS – comparativo eficiência e efetividade

—  Formação em APS – análise das mudanças curriculares

—  Trabalho em equipe multiprofissional

—  Promoção da saúde

—  Avaliação da incorporação de tecnologias preventivas em APS

—  Pesquisa clinica em APS (foco?)

—  Articulação entre práticas clínicas e de saúde coletiva em APS

 Em suma, tratou-se de uma oficina bastante produtiva, com uma agenda plural e densa a ser encaminhada pelos integrantes da rede, no complexo momento que vive a APS e o Sistema Único de Saúde como um todo no país.

 

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