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Número especial da Revista Saúde em Debate “Atenção Primária à Saúde: da Declaração de Alma Ata à Carta de Astana” disponível no Scielo

Número especial da Revista Saúde em Debate “Atenção Primária à Saúde: da Declaração de Alma Ata à Carta de Astana” disponível no Scielo – Artigo em destaque: Estratégia Saúde da Família, um forte modelo de Atenção Primária à Saúde que traz resultados

O artigo “Estratégia Saúde da Família, um forte modelo de Atenção Primária à Saúde que traz resultados” foi publicado no Número Especial da Revista Saúde em Debate “Atenção Primária à Saúde: da Declaração de Alma Ata à Carta de Astana” agora disponível no Scielo. Os autores James Macinko e Claunara Schilling Mendonça apresentaram de maneira sucinta as principais evidências sobre o impacto da Estratégia Saúde da Família no acesso, proteção financeira, qualidade dos serviços, eficiência no sistema, impacto na saúde e equidade. O método utilizado foi a revisão da literatura nacional e internacional sobre os efeitos da ESF no país e construção de indicadores a partir de bancos de dados oficiais da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD 1998, 2003 e 2008), Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) (2013) e o Inquérito Mundial de Saúde (2003). Alguns resultados da ESF foram comparados com publicações e dados oficiais dos países desenvolvidos que fazem parte da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

As principais conclusões apontadas no artigo foram que a expansão e adequação da ESF facilitou:

  • Melhor acesso e utilização especialmente nas populações que mais o precisam (pessoas com menor renda, idosos e portadores de doenças);
  • Melhores resultados de saúde: redução na mortalidade infantil e mortalidade adulta por algumas condições sensíveis à atenção primária;
  • Expansão de acesso a tratamentos odontológicos e controle de algumas doenças infecciosas;
  • Melhoria na equidade do acesso aos serviços de saúde e diminuição de desigualdades na saúde dos indivíduos;
  • Eficiência no SUS associada à redução de hospitalizações desnecessárias e à melhoria na sinergia com programas sociais como Bolsa Família;
  • Expansão de infraestrutura, conhecimentos e pesquisa sobre o serviço e o sistema de saúde brasileiro.

Para terminar o artigo, os autores destacaram que apesar dos avanços do SUS, este se encontra com importantes desafios financeiros e organizacionais associados à Emenda Constitucional 95 (EC 95/PEC 55/PEC 241) que congela os gastos em saúde nos próximos 20 anos, reformas sobre o financiamento do SUS e da ESF em particular, revisão da PNAB. Esses processos podem levar à estagnação ou deterioração dos ganhos em saúde que a organização da atenção primária no Brasil tem favorecido.

Link para leitura do artigo na integra: http://www.scielo.br/pdf/sdeb/v42nspe1/0103-1104-sdeb-42-spe01-0018.pdf

Link do Número especial da Revista Saúde em Debate disponível no Scielo: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&pid=0103-110420180005&lng=pt&nrm=is

Por Diana Ruiz e Valentina Martufi – doutorandas que contribuem para a REDE APS

Rede APS

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