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O impacto do Programa Mais Médicos na saúde da população de assentamentos rurais na região Nordeste.

A Plataforma de Conhecimento do Programa Mais Médicos  reúne o está sendo produzido cientificamente sobre o programa e é um instrumento importante para o gestor, porque permite acessar, de forma sistematizada e em tempo real, o que está sendo produzido cientificamente sobre o Programa Mais Médicos.

Divulgamos abaixo a pesquisa

O impacto do Programa Mais Médicos na saúde da população de assentamentos rurais na região Nordeste.

Autora:  Ivana Cristina de Holanda Cunha Barreto

Trata-se de um projeto que está sendo desenvolvido na Fiocruz do Ceará-Fortaleza que envolve uma grande equipe e possui financiamento governamental. Sua proposta é avaliar impacto na saúde da população residente em assentamentos de reforma agrária na Região Nordeste do Brasil antes e depois do PMM e em assentamentos com e sem PMM. Combina metodologias quantitativas e qualitativas. A proposta inclui todos os assentamentos dos nove estados que compõem a região NE de acordo com suas peculiaridades que tem médicos do PMM. Calcula-se aproximadamente 355 de um total de 4.260 assentamentos. Serão construídas séries temporais produzidas a partir da análise de dados secundários dos Sistemas de Informação em Saúde do SUS (SIAB, e-SUS AB, SINASC, SINAN, SIM, SISPRENATAL, HIPERDIA) em pontos definidos no tempo, antes e depois da implantação do PMM, no período de 2010 a 2015, em assentamentos rurais do Nordeste com e sem o PMM.  Um dos produtos finais esperados é a conformação de “um banco de dados contendo todos os campos que permitam caracterizar, ano a ano no período de 2010 a 2015, o perfil das unidades de saúde e o perfil epidemiológico e sócio demográfico dos assentamentos, bem como a produção das unidades de saúde por equipe e micro área.

Indicadores:

1) Indicadores socioeconômicos: densidade demográfica, renda média domiciliar (per capita), proporção de residentes segundo sexo e faixa etária, % de famílias atendidas pelo Bolsa Família, taxa de analfabetismo em maiores de 15 anos, média de anos de estudo, proporção de crianças de 7 a 14 anos na escola, % de domicílios com água encanada em pelo menos um cômodo, % de ocupados em atividades não agrícolas, % de famílias que usam adubos e fertilizantes, % domicílios com saneamento e esgoto sanitário, acesso a fertilizantes, pesticidas, sementes, outros produtos agrícolas, etc). 2) Indicadores de oferta de serviços: Cobertura populacional estimada pelas equipes de atenção básica; Cobertura de acompanhamento das condicionalidades de Saúde do Programa Bolsa Família; Razão de exames cito patológicos do colo do útero em mulheres de 25 a 64 anos e a população da mesma faixa etária; % de ações de educação permanente implementadas e/ou realizadas; Razão de exames de mamografia de rastreamento realizados em mulheres de 50 a 69 anos e população da mesma faixa etária; Proporção de partos normais; Proporção de nascidos vivos de mães com sete ou mais consultas de pré-natal; Número de testes de sífilis por gestante; No. de casos novos de sífilis congênita em menores de 1 ano de idade; % de vacinas do Calendário Básico com coberturas vacinais alcançadas, entre outros. 3) Indicadores de Morbidade – Proporção de casos de doenças de notificação compulsória imediata (DNCI) encerradas em até 60 dias após notificação; Proporção de internações por condições sensíveis a Atenção Básica ; Número de casos novos de AIDS em menores de 5 anos; Proporção de pacientes HIV+ com 1º CD4 inferior a 200cel/mm3; 4) Indicadores de Mortalidade: Proporção de registro de óbitos com causa básica definida; Número de óbitos maternos em determinado período e local de residência; Proporção de óbitos maternos investigados; Taxa de mortalidade infantil; Proporção de óbitos nas internações por infarto agudo do miocárdio (IAM); Proporção de óbitos infantis e fetais investigados; Proporção de óbitos de mulheres em idade fértil (MIF) investigados; Número de óbitos prematuros (<70 anos) pelo conjunto das quatro principais doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs – doenças do aparelho circulatório, câncer, diabetes e doenças respiratórias crônicas)”.

Para o estudo qualitativo serão entrevistados líderes comunitários, profissionais de saúde e membros da comunidade. Com os líderes do assentamento, a informação a ser coletada será referente a história do assentamento, o tamanho da população, as mudanças na população ou território e as ações gerais de desenvolvimento da comunidade ao longo do tempo. Também informações relacionadas a assistência a saúde aos membros da comunidade ao longo do tempo, buscando apreender as formas de cuidados em saúde oferecidas a população antes e depois do PMM. Junto aos profissionais de saúde (1 ou 2 enfermeiros ou agentes comunitários de saúde) serão entrevistados sobre as condições de saúde na comunidade e as tendências ao longo do tempo, bem como sobre a evolução dos serviços de saúde na comunidade. Outras fontes de cuidados de saúde serão exploradas: acesso da comunidade a planos de saúde, ONGs e instalações em comunidades próximas. Cerca de três membros da comunidade serão entrevistados sobre as condições socioambientais e interação da comunidade com os serviços de saúde. Os entrevistadores irão pedir aos entrevistados para identificar «casos críticos» quando o PMM conseguiu, ou não, produzir uma diferença no tratamento de um problema de saúde na comunidade.

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